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Série de explosões mata 48 e fere 300 na Índia

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Série de explosões mata 48 e fere 300 na Índia

Segundo as autoridades do país, ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques

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30/10/2008 - 07h52
fonte Estadão



NOVA DÉLHI - Autoridades do governo indiano afirmaram nesta quinta-feira, 30, que pelo menos 48 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas numa série de atentados no conflituoso nordeste da Índia. Segundo a Associated Press, 13 explosões atingiram três cidades da província de Assam; de acordo com a Reuters, o número de atentados pode chegar a 18.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques. A região é alvo de dezenas de grupos militantes separatistas que lutam contra o governo. Cinco explosões ocorreram na capital estadual, Gauhati, matando 25 pessoas, segundo Subhash Das, um alto funcionário no Ministério do Interior estadual. Onze pessoas foram mortas no distrito de Kokrajhar, e outras 12 morreram na cidade de Barpeta. A maior das explosões ocorreu perto do edifício em que estão os escritórios do ministro chefe do Estado. Havia carros em chamas, corpos e fumaça negra na área.

Em Gauhati, um dos ataques atingiu uma zona de alta segurança, com um tribunal e escritóris e casas de altos funcionários da polícia. O Ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, já condenou o atentado e pediu um relatório detalhado do incidente às autoridades de Assam, enquanto o chefe do governo, Manmohan Singh, pediu unidade na luta contra o terrorismo.

A polícia informou que havia um alerta vermelho e que outras áreas eram vasculhadas, em busca de bombas que não explodiram. Após os atentados, dezenas de pessoas descontentes com a violência saíram pelas ruas de Gauhati, jogando pedras em veículos e incendiando pelo menos dois automóveis. A polícia impôs um toque de recolher e fechou rodovias que levam à cidade.

Dezenas de grupos militantes separatistas estão ativos no nordeste da Índia, uma região isolada espremida entre Bangladesh, Butão, China e Mianmar. Apenas um corredor liga essa área ao resto do território indiano. Os separatistas acusam o governo central de explorar os recursos naturais da região, fazendo pouco pela população local - muitos deles mais próximos etnicamente dos birmaneses ou chineses que do resto da Índia. Mais de 10 mil pessoas morreram por causa da violência separatista na região, na última década. A Índia também atribuiu vários ataques anteriores a militantes islâmicos de Bangladesh.
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