Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2007), analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), e divulgados nesta terça-feira, mostram que a mulher brasileira continua optando por ter menos filhos. A média, em 2007, era de 1,8 filhos/mulher. Na década de 60, a média era de 6 filhos.
De acordo com a coordenadora do Ipea, Ana Amélia Camarano, a taxa de fecundidade continua caindo em velocidade acelerada. “Essa taxa de 1,8 está abaixo do nível de reposição, que é de 2,1 filhos/mulher. Desde 2004, a sociedade cruzou a linha de reposição, o que significa uma diminuição no número de crianças e aumento no número de idosos na população”, explicou.
Regiões
De acordo com o estudo, a maior taxa de filhos por mulher foi identificada na região Norte,, em contraponto ao resultado de 1992, quando o maior índice era registrado pela região Nordeste. Já a região Sudeste registrou, em 2007, a menor taxa de fecundidade, com 1,7 fillhos/mulher, indicador muito próximo ao registrado na região Sul.
Segundo o estudo, em 1992, uma mulher nordestina tinha 1,2 filhos a mais que uma residente na região Sudeste. Este diferencial caiu para 0,5 filho em 2007. Já o diferencial entre as mulheres nortistas e as do Sudeste foi de 0,7.
Outro ponto levantado pelo estudo está relacionado ao nível de rendimento: a quantidade de filhos ainda é mais elevada nas camadas mais baixas, embora essa diferença também esteja diminuindo. Em 1992, de acordo com a análise, a diferença entre o número de filhos das mulheres de renda mais baixa e mais alta era de 3,3. Em 2007, a diferença caiu para 2,6.