06/10/2008 - 10h47 Mayara Bastos
Jornal Meio Norte
Jovens entre 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos podem escolher se votam ou não nas próximas eleições, ou seja, possuem voto facultativo. Jovens ouvidos pelo Jornal Meio Norte na fila de votação afirmam ainda não ter uma preparação sólida na hora de votar devido a desilusão com os políticos, porém todos concordaram que é importante buscar informação e conhecer o político para fazer a escolha certa.
Estreando como eleitora, a estudante Giovana Alves, 16 anos, expressou desde já sua descrença e decepção com a política. "Para vereador votei em branco e foi. Acho que a maioria dos polítios não merecem nosso voto. Não confio em nenhum mesmo", afirmou ela, que votou, em uma escola do bairro Dirceu Arcoverde, zona sudeste de Teresina.
Ela explicou que a mesmice dos discursos foi um dos motivos que a levaram a essa decisão, mesmo tendo acompanhado propagandas eleitorais e debates. "Não sou muito ligada à política, todos dizem a mesma coisa. É o mesmo ditado: prometem e não cumprem. Pelo menos para prefeito votei mesmo pelas propostas".
Já a desilusão juvenil não transparecia tanta no colega que a acompanhava, o estudante Hugo Brito Lima, de 17 anos. "Apesar de não vim muito animada para votar, acho que é um momento muito importante não só pra mim, mas para o país inteiro. Acredito que com o voto a gente mude alguma coisa, mas só se todo mundo votar consciente", disse ele.
A dona de casa Josefa Júlia da Cunha, 66 anos, afirmou que não chega a estar desiludida com a política e mostrou que ainda tem pela frente bastante tempo como eleitora. "Vou continuar votando, e até lá (quando tiver mais de 70 anos) espero que nosso país esteja bem melhor do que hoje. Minha intenção em votar é acrescentar com o país”, declarou.
Já a aposentada Maria Alves dos Santos, de 70 anos, também faz questão de ser eleitora e acha fundamental a participação do idoso na sociedade, por isso ninguém pode abrir mão de uma escolha política. “Se eu viver até os 90 anos eu vou continuar votando”, ressaltou, afirmando ainda que “não é só porque fica velho que não conta mais”