Para a coordenadora-geral da Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), Erenice de Carvalho, a Educação inclusiva só se garante com as condições adequadas de atendimento a esse público. "A atitude de muitas Escolas ainda não é de aceitação, mas de reserva aos alunos com alguma necessidade especial", observa.
Para Erenice, a nova regulamentação representa uma "real oportunidade de que as necessidades especias sejam atendidas". A representante esclarece que as Apaes defendem o modelo da Educação inclusiva, em que os alunos com deficiência estudam em Escolas regulares junto com o restante dos discentes, desde que haja as condições de atendimento.
"As apaes surgiram quando não havia na sociedade a oportunidade de Escolarização dessas pessoas. As Escolas restritas às crianças especiais ainda existem na Apae, mas em reação a uma inclusão que não é efetiva. A inclusão é o que sempre sonhamos, mas é preciso ver a maneira como isso está sendo feito", diz.
Segundo o MEC, o número de matrículas da Educação especial praticamente dobrou, passando de 337 mil alunos em 1998 para 654 mil em 2007. A rede pública responde por 63% desses estudantes, mas apenas 83 mil recebe atendimento educacional especializado.
"No Brasil existe uma dívida social com esse segmento que por muito tempo foi atendido pela filantropia e pela caridade em razão da desincumbência do estado. Depois da assinatura de vários tratados internacionais, o Brasil vem desenvolvendo novas políticas em todas as área. Na Educação, os números de matrícula mostram isso", disse a coordenadora geral de Políticas de Inclusão do MEC, Martinha Clareti dos Santos.