A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencou 9,36% nesta segunda-feira, fechando com 46.028,06 pontos. O mercado havia iniciado o dia aos 50.742,95 pontos. No mês, perda acumulada é de 17,34%; no ano, de 27,95%. O dólar comercial fechou em alta de 6%, a R$ 1,964. Durante a tarde, o pregão chegou a ser interrompido por cerca de meia hora, por ter caído 10,16%. Depois de retomar as operações, a queda continuou se aprofundando, chegando a 13,75% no pior momento do dia (às 16h30).
Na Bovespa, quando o índice cai mais de 10%, é acionado o "circuit breaker", mecanismo que interrompe as negociações de ações por meia hora. Se, após retomada a sessão, a queda avançar para além de 15%, a sessão é novamente interrompida, mas por um período de mais uma hora. A Bolsa acentuou a queda depois da decisão da Câmara dos Estados Unidos de rejeitar o pacote de socorro a bancos, de US$ 700 bilhões. Muitos investidores foram pegos de surpresa, pois, no domingo (dia 28), parlamentares haviam anunciado que tinham chegado a um acordo.
Antes da votação, no entanto, as perdas já eram fortes. Problemas no setor financeiro europeu somam-se às preocupações dos investidores com a crise nos EUA. "O efeito dominó que todo mundo temia começou a se propagar", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.Desde o dia 11, a volatilidade tem sido forte por conta do clima de incerteza, incluindo uma queda de mais de 7% e uma alta de quase 10%